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27 de junho de 2014

O Rito de Pan (Invocação), por Dion Fortune

Imagem: Gui Brigaudiot
Veio a voz do Destino, 
Chamando através do mar jônico
"O Grande Deus Pan está morto, está morto." 
Humilhada está a cabeça de Chifres 
Feche a porta pois não à chave
Para os vales em ruínas de Arcádia

Acorrentado pela Idade do Ferro 
Perdido da herança das florestas
Pesado segue o coração do homem 
Separado de Pan de leves pés; 
Exausto o coração segue acorrentado, 
Até que o Deus-Bode voltou, renovado.

Metade homem e metade animal
Pan é o melhor, Pan é o maioral 
Pan é Tudo e Tudo é Pan; 
Procure por Ele em todo homem 
De rápidos cascos e coxas encabeladas, 
Siga-o até os bosques de Arcádia

Ele vai acordar os mortos vivos 
Filho e sobrinho, esposa e marido 
Coração humano e mente humana 
Pan vem de novo, invocando as nossas chamas 
Metade homem e metade animal 
Pan é Tudo, Pan é o Pai primordial 
Venha, ó Deus Bode, venha a mim!


Tradução e adaptação: Álex Hylaios 
Retirado do livro "The Goat-Foot God" de Dion Fortune, 1936.

       

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